sábado, 28 de setembro de 2013

Depois do sucesso de "Utopia e Barbárie", seguido de debate com o diretor Silvio Tendler, o Cineclube Jiló na Guela convida para a exibição, neste domingo (29.set.2013), às 19h, de "Encontro com Milton Santos - O mundo global visto do lado de cá", outro documentário do mesmo cineatas.
Esta obra discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte.
O cineasta conheceu Milton Santos em 1995, e desde então tinha planos para filmar o geógrafo. Os anos foram passando e, somente em 2001, Tendler realizou o que seria a última entrevista de Milton (que viria a morrer cinco meses depois). Baseado nesse primeiro ponto de partida o documentário procura explicar, ou até mesmo elucidar, essa tal Globalização da qual tanto ouvimos falar.
O documentário percorre algumas trilhas desses caminhos apontados por Milton, vemos movimentos na Bolívia, na França, México e chegamos ao Brasil, na periferia de Brasília. Em Ceilândia, a câmera nos mostra pessoas dispostas a mudar as manchetes dos jornais que só falam da comunidade para retratar a violência local. Adirley Queiroz, ex-jogador de futebol, hoje cineasta, estudou os textos de Milton e procura novos caminhos para fugir do "sistema" ou do Globaritarismo -- termo criado por Milton Santos para designar a nova ordem mundial.

Como sempre, todo domingo às 19h, no Balaio Café (201 N), é de grátis, basta chegar. Inté!

Saudações cineclubísticas,

Equipe Jiló na Guela
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

CINECLUBE JILÓ NA GUELA ESPECIAL (Sábado, 21 de setembro, 20 horas)
Exibição do filme Utopia e Barbárie, com a presença do diretor Sivio Tendler


Utopia e Barbárie, de Silvio Tendler, 2010
Duração: 120 min
Foram necessários 20 anos cravados para que o cineasta carioca responsável pelos maiores sucessos de bilhetetria do documentário nacional costuarasse as memórias que injetaram vida em "Utopia e Barbárie". Aclamado no Festival de Cinema de Montreal, a produção junta retratos da Revolução Russa, da Segunda Guerra Mundial, dos expurgos de Stalin, da Cortina de Ferro, dos conflitos de emancipação colonial na África e nas Américas, dos levantes comportamentais do Flower Power e das idas e vindas governamentais do Brasil. “Utopia e Barbárie” é um road movie histórico que percorreu ao todo 15 países: França, Itália, Espanha, Canadá, EUA, Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile, México, Uruguai, Venezuela e Brasil.
Excepcionalmente neste Sábado, 21 DE SETEMBRO, ÀS 20H00 - BALAIO CAFÉ

Silvio Tendler será homenageado no 46o Festival de Brasília - 2013, com a exibição do filme "A Arte do Renascimento - Uma cinebiografia de Silvio Tendler", de Noilton Nunes.

Aproveitando sua presença na cidade, o Cineclube Jiló na Guela homenagerá Tendler com a exibição de seu filme "Utopia e Barbárie". Um dos mais aclamados diretores de cinema brasileiro, é responsável pela realização de referências do documentário como "Os anos JK", "Jango", "Glauber, o Filme", "Encontro com Milton Santos", entre outros.
A exibição de Utopia e Barbárie será ao ar livre, no Balaio Café (201 Norte) e contará com a presença do diretor.

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domingo, 15 de setembro de 2013

Daqui a pouco, às 19h, no Balaio Café (201 N) o Jiló apresentará o premiado documentário The Corporation (EUA, 2003).

A partir da polêmica decisão da Suprema Corte de Justiça americana concluindo que uma corporação, aos olhos da lei, é uma "pessoa", são analisados os poderes das grandes corporações no mundo atual. A exploração da mão-de-obra barata no Terceiro Mundo e a devastação do meio ambiente são alguns dos fatos explorados, que entrevistam presidentes de corporações como a Nike, Shell e IBM, além de Noam Chomsky, Milton Friedman e Michael Moore.

Nos vemos lá, inté!

Acompanhem nossa programação:
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Saudações cineclubísticas,

Equipe Jiló na Guela


sábado, 7 de setembro de 2013

O Jiló vem literalmente quente, um filme marcante da história do cinema, em especial, do "cinema-verdade". Com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França  e do Institut Français, exibiremos neste domingo às 19h no Balaio Café (201 N) o filme:

"Crônica de um verão"(Chronique d'un été)
França, 1961. Documentário, 85 minutos

Sinopses:
"Durante o verão de 1960, o sociólogo Edgar Morin e Jean Rouch pesquisam sobre a vida cotidiana dos jovens parisienses para tentar compreender sua concepção de felicidade. Durante alguns meses este filme-ensaio segue, ao mesmo tempo, tal enquete, e também a evolução dos protagonistas principais. Ao redor da questão inicial «Como você vive ? Você é feliz ?», rapidamente aparecem problemáticas essenciais como a política, o desespero, o tédio, a solidão… Finalmente, o grupo interrogado durante a enquete se reúne em torno da primeira projeção do filme acabado, para discuti-lo, aceitá-lo ou rejeitá-lo. Com isso, os dois autores se encontram diante da experiência cruel, mas apaixonante, do « cinéma-vérité », ou seja, do cinema-verdade." (http://www.cinefrance.com.br/acervo/documentarios/cronica-de-um-verao-1960)

"(...)os realizadores reúnem os entrevistados para registrar suas reações à projeção do material filmado, momento em que as fronteiras entre verdade e ficção são postas em crise. Unindo o método de Robert Flaherty às teorias de Dziga Vertov, Rouch e Morin compõem neste filme-ensaio o manifesto que inaugura o cinéma-vérité ("cinema verdade"). Com o auxílio de equipamentos de filmagem leves e portáteis - tecnologia que o próprio Rouch ajudou a desenvolver - , os cineastas promovem uma transformação radical nos métodos e técnicas cinematográficas que vigoravam na época. Depois de Crônica de um verão, o cinema nunca mais seria o mesmo." (http://www.interfilmes.com/filme_18645_cronica.de.um.verao.html)

É de grátis, é só chegar, inté!
Saudações cineclubistas!





sábado, 17 de agosto de 2013

Neste domingo o Jiló vem com mais um grande filme. "Nós que aqui estamos por vós esperamos" é um filme-memória, com direção e roteiro de Marcelo Masagão, sobre o século XX, a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens que viveram neste século. O filme retrata uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural.

Leitura cinematográfica da obra Era dos Extremos, do historiador britânico Eric Hobsbawm, a produção mostra, através da montagem das imagens produzidas no século XX e da música composta por Wim Mertens, o período de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas. Noventa e cinco por cento das imagens são de arquivo: Filmes antigos, fotos e reportagens de TV. O filme não tem um locutor e nem depoimentos orais dos personagens envolvidos. A sonorização é toda realizada com música, efeitos sonoros e silêncios.

Foi premiado no Festival de Gramado em 2000 por sua montagem e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem. Sua produção custou cerca de 140 mil reais, sendo 80 mil direcionados somente para o pagamento de direitos autorais de imagens e fragmentos de vídeos.

Como sempre, aos domingos 19h no Balaio Café (201 N), é de grátis, esperamos todos amanhã, inté!

Equipe Jiló na Guela
https://www.facebook.com/JiloNaGuela

Documentário ficcional, Brasil, 1999.

Pesquisa, roteiro, edição, produção e direção
Marcelo Masagão

Música - Wim Mertens
Efeitos Sonoros - André Abujamra

Consultores de História
José Eduardo Valadares e Nicolau Sevcenko

Consultoras de Psicanálise
Andrea Meneses Masagão e Heidi Tabacov

Consultores Espirituais
Dr. Sigmund Freud e Dr. Eric J. Hobsbawn

Consultoria de Informática e Computação Gráfica
Mauricio Mendes

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=mOJYZSdmv8o

sábado, 3 de agosto de 2013

Galera, O Jiló vem quente mais uma vez amanhã, dia 4 (o convite anexo está para o dia 3, mas ESTÁ ERRADO)! Desta vez discutindo cyberfeminismo com o filme "Lelacoders". As sessões seguem aos domingos às 18:30 no Balaio Café (201 N). Até mais!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ciclo "Remixagens" - 1. Bodysong - 07/07/13





Prezados Jilozeiros,

Neste mês de julho, passaremos quatro filmes que dialogam com a (re)utilização de material artístico pré-existente (no caso, imagens e som), às vezes chamada de “remixagem”. 

O primeiro da série, para este próximo domingo 07/07, é Bodysong, filme sem diálogos de 2003 do artista plástico/cineasta britânico Simon Pummel - uma espécie de quebra-cabeça cinematográfico montado a partir de centenas de imagens de arquivo extraídas de cinematecas do mundo inteiro e dos últimos 100 anos.

As imagens foram selecionadas e remontadas numa sequência que segue os principais momentos de uma vida humana: nascimento, infância, sexo, religião, guerra, morte, dentre outros. A música que acompanha as imagens é do compositor e guitarrista da banda britânica Radiohead, Jonny Greenwood.

O ciclo temático será composto de dois "documentários" mudos acompanhados por música a partir de material visual pré-existente - Bodysong Tchelovek s kinoapparatom (Um Homem com uma câmera) - intercalados com dois filmes que tratam da questão do direito autoral na era da remixagem e da "sampleagem" - RIP!: A Remix manifesto (RIP!: Um manifesto do Remix), e Good Copy Bad Copy (Cópia boa, cópia ruim) .

Enquanto tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 129, cuja aprovação deverá garantir fiscalização e transparência na atuação do ECAD (entidade responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus autores), o ciclo temático julino do Jiló será também - além das imagens e do som, que falam por si só – uma boa oportunidade para debatermos sobre a relação entre propriedade intelectual e as artes.

Também haverá música antes (gravada) e depois (tocada ao vivo) do filme, que será transmitido ao ar livre, em frente aoBalaio Café (201 Norte):

17h: DJ Set de Tekokatu Enitan
19h: Bodysong
21h: Show do trio Alguidá.

Saudações!
Jiló na Guela