segunda-feira, 21 de abril de 2014


Galera Jilozeira, continua rolando, até o dia 27.abr, a edição 2014 da Mostra do Filme Livre no CCBB de Brasília.
O Jiló recomenda e apoia essa iniciativa.
Mais informações: http://mostradofilmelivre.com/14/
Nos vemos lá!

Saudações cineclubísticas,

Equipe do Jiló
https://www.facebook.com/JiloNaGuela





quinta-feira, 17 de abril de 2014


O Jiló traz, no próximo domingo (dia 20.abr), mais um filme inédito no Brasil e concorrente ao Oscar 2014 de melhor documentário, mas com legendas em português.

"Al midan" ou "A Praça", tradução literal do título em inglês "The Square", referência à Praça Tahir, "Libertação", em árabe. Esse é o primeiro filme do Egito indicado a um Oscar, na categoria Melhor Documentário, mas muita gente daquele país não pode vê-lo. A censura egípcia vetou sua exibição nos cinemas nacionais.

O filme registra, no calor do momento, as manifestações populares que derrubaram o presidente do Egito Hosni Mubarak que estava há 30 anos no poder, a repressão militar e as mobilizações que fizeram com que o presidente eleito nas eleições de 2011, Mohamed Morsi, deixasse o cargo. O filme explora vozes particulares dentro das manifestações, mostrando a participação de setores da sociedade egípcia.

Praça Tahrir ocupada pelos manifestantes
Trata de uma reflexão sobre o processo histórico, político e social dos países da África do Norte e a chamada “Primavera Árabe”. 
O filme da diretora Jehane Noujaim, que retorna para o seu país natal para fazer “The Square”, acompanha personagens singulares que estiveram presentes ativamente durante as manifestações. Ao contar a história através das lentes de sua câmera, a diretora acaba se tornando uma personagem importante do filme. (fonte: http://historiaemcartaz.blogspot.com.br/2014/02/the-square-titulo-original-al-midan.html) Mais informações abaixo.
Khalid Abdalla e Ahmed Hassan
Diretora Jehane Noujaim

 
Neste domingo (dia 20.abr), às 19h, no Balaio Café (201 N), é só chegar.
Saudações cineclubísticas,

Equipe do Jiló
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http://jilonaguela.blogspot.com.br

P.S.: 1) Está ocorrendo a Mostra de Filmes Livres no CCBB até o final do mês, acompanhem a programação em: http://mostradofilmelivre.com/14/

2) O Jiló e a União de Cineclubes do DF e Entorno (UCDF) orgulhosamente divulgam novamente esta excelente matéria da Revista Encontro do Correio Braziliense sobre o movimento cineclubista no quadradinho: http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/revista/2014/04/03/interna_revista,1016/assistir-para-refletir.shtml



Al Midan / The Square ("A Praça")
EUA / Egito, 2012, 104 min.
Direção: Jehane Noujaim
Elenco: Ahmed Hassan, Khalid Abdala, Magdy Ashour, Ragia Omram.

SINOPSE: Principal espaço público na história egípcia recente, a Praça Tahrir, no centro do Cairo, capital do Egito, foi o local escolhido por milhares de jovens para a revolta popular. A área reúne diversos sonhos e diferentes ideias com uma motivação comum: protestar contra e derrubar o presidente Hosni Mubarak e seu sucessor Mohamed Mursi. A diretora acompanha a trajetória de 5 dos manifestantes.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Depois do sucesso do ciclo sobre os 50 anos do golpe civil-militar (Ditadura Nunca Mais!), o Jiló vem, EXCEPCIONALMENTE NESTE SÁBADO 19h, com uma programação em homenagem ao Dia do Índio, lembrado formalmente no 19 de abril, mas cujos diretos têm sido atacados todos os dias do ano.

O premiado documentário brasileiro As Hiper Mulheres: Itão Kuêgü mostra um famoso ritual de canto feito apenas por mulheres da tribo indígena Kuikuro. No desenrolar da história é possível conhecer mais a respeito da realidade dos índios dessa tribo, localizada no Alto do Xingu, em Mato Grosso: as músicas tradicionais e sagradas, o cotidiano, o bom humor e as relações de gênero.

O longa-metragem faz parte do projeto Vídeo nas Aldeias, criado para introduzir a produção cinematográfica nas aldeias indígenas brasileiras. Assim, As Hiper Mulheres foi filmado pelos próprios Kuikuros, com direção dos cineastas Takumã Kuikuro e Leonardo Sette, além do antropólogo Carlos Fausto. Mais informações sobre o filme abaixo.

É neste SÁBADO 19h, no Balaio Café (201 N), é só chegar. Após a exibição, vamos nos juntar à festa do Festival de Filmes Livres que acontece no mesmo local e cujos filmes estão sendo exibidos no CCBB.

Saudações cineclubísticas,

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P.S.: O Jiló e a União de Cineclubes do DF e Entorno (UCDF) orgulhosamente divulgam novamente esta excelente matéria da Revista Encontro do Correio Braziliense sobre o movimento cineclubista no quadradinho: http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/revista/2014/04/03/interna_revista,1016/assistir-para-refletir.shtml


As Hiper Mulheres: Itão Kuêgü
Brasil, 2011, 80 min.
Direção e Roteiro: Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro

Sinopse: O filme, premiado em importantes festivais do Brasil, Hollywood, Vancouver e Amsterdam e que mistura realidade e um pouco de ficção, conta o drama de um velho índio da tribo Kuikuro que, com receio de que sua esposa venha a falecer em breve, pede para que a comunidade realize para ela, pela última vez, o Jamurikumalu, um famoso ritual de canto, feito apenas pelas mulheres do grupo. As moças, então, começam a ensaiar, mas têm dificuldades, porque a única cantora que, de fato, sabe todas as músicas da cerimônia está muito doente.

sexta-feira, 4 de abril de 2014


Dando continuidade ao Ciclo 50 Anos do Golpe - Ditadura Nunca Mais, o Jiló traz no próximo domingo, às 19h no Balaio Café (201 N), o filme Hércules 56.

O documentário de longa metragem discute a luta armada contra o regime militar, focado no seqüestro do embaixador Charles Burke Elbrick, ocorrido na Semana da Independência de 1969. Em troca do diplomata foi exigida a divulgação de uma manifesto revolucionário e a libertação de quinze presos políticos, representantes à época de todas as tendências políticas que combatiam a ditadura. Banidos do território nacional e com a nacionalidade cassada, eles foram conduzidos ao México no avião da FAB Hércules 56.
Os personagens principais do filme são os remanescentes daquele grupo: Agonalto Pacheco, Flávio Tavares (pai do diretor do último filme que exibimos, "Condor"), José Dirceu, José Ibrahin, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, Mario Zanconato, Ricardo Vilas, Ricardo Zarattini e Vladimir Palmeira. Os que já faleceram estão presentes através de materiais de arquivo: Luís Travassos, Onofre Pinto, Rolando Frati, João Leonardo Rocha, Ivens Marchetti e Gregório Bezerra. Em entrevistas individuais, eles relatam as condições de atuação política no final dos anos 1960, a prisão, a libertação, a curta permanência no México e o período vivido em Cuba, terminando por avaliar a experiência da luta armada no Brasil.
Para rememorar os objetivos e detalhes do seqüestro, o seu contexto e a repercussão sobre o processo político nacional, o filme promove a reunião de Cláudio Torres, Daniel Aarão Reis e Franklin Martins, dirigentes da Dissidência da Guanabara (DI-GB), que idealizou a ação e passou então a adotar a sigla MR-8; e Manoel Cyrillo e Paulo de Tarso Venceslau, os dois únicos remanescentes da Ação Libertadora Nacional (ALN), que realizou conjuntamente a operação.
Uma terceira linha narrativa é constituída por extenso material audiovisual de época, em grande parte inédito no Brasil, pesquisado nos Estados Unidos, Cuba, França e México. Mais informações abaixo.
Neste domingo (30.mar) às 19h no Balaio Café. Nos vemos lá, é só chegar, inté!

Saudações cineclubísticas,

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P.S.: O Jiló e a União de Cineclubes do DF e Entorno (UCDF) orgulhosamente divulgam esta excelente matéria da Revista Encontro do Correio Braziliense sobre o movimento cineclubista no quadradinho: http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/revista/2014/04/03/interna_revista,1016/assistir-para-refletir.shtml




Hércules 56
Brasil, 2007, 94 min.
Diretor: Silvio Da-Rin

Sinopse: Em setembro de 1969, quando o Brasil era governado por uma Junta Militar, duas organizações revolucionárias aliaram-se para raptar o embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, e exigiram a libertação de quinze presos políticos, que foram levados ao México pelo avião Hércules 56 da FAB. Para rememorar o episódio e discutir as causas e conseqüências da luta armada naquela época, o filme traz à cena os nove remanescentes do grupo de presos e promove o reencontro de cinco membros das organizações responsáveis pelo seqüestro, além de utilizar de farto material de arquivo.

sexta-feira, 28 de março de 2014


O ciclo sobre os 50 anos do Golpe Civil-Militar, depois de falar sobre o financiamento do empresariado nacional e multinacional à ditadura (Cidadão Boilesen) e as provas documentais da participação dos EUA na conspiração (O Dia que Durou 21 Anos), volta com o filme Condor, de Roberto Mader.

Neste domingo, vamos abordar, portanto, a colaboração entre as várias ditaduras do Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai) para coordenar a repressão a opositores de extrema-esquerda ("subversivos"), montada a partir do início dos anos 1970 e que durou até a onda de redemocratização na década seguinte.

A maioria dos militares afirma que a Operação Condor era apenas um intercâmbio dos serviços de inteligência desses países e nega a realização de uma operação conjunta contra os opositores da ditadura. No entanto, o documentário traz evidências de assassinatos e seqüestros coordenados pela repressão militar no Cone Sul.

O momento não poderia ser mais propício, um promotor argentino está reunindo elementos que parecem convergir para a tese de que Jango foi morto por articulação da Operação Condor: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Morte-de-Jango-Justica-argentina-nao-vai-perder-tempo-diz-procurador/6/30552

Neste domingo (30.mar) às 19h no Balaio Café. Nos vemos lá, é só chegar, inté!

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Condor
Brasil, 2007, 110 min
Direção: Roberto Mader

Sinopse: Documentário com vários depoimentos e imagens de arquivo das crises políticas da América do Sul dos anos de 1960 e 1970, procurando destacar as ações da chamada Operação Condor, nome atribuído a um acordo entre as polícias secretas dos países do Cone Sul com conhecimento da CIA, que teria resultado em várias ações violentas dos governos militares contra militantes e representantes da esquerda comunista e socialista da região.

sábado, 22 de março de 2014







Dando continuidade ao ciclo sobre os 50 anos do Golpe Civil-Militar, a ser lembrado (e nunca esquecido) no próximo dia 1o de abril, o Jiló orgulhosamente apresenta neste domingo (23.mar): O Dia que Durou 21 Anos.

Melhor documentário brasileiro de 2013, segundo a Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), melhor documentário estrangeiro (Festival Saint Tropez, França) e 2 prêmios especiais do júri nos EUA (Arizona e Long Island). Com certeza, um dos documentários de maior impacto dos últimos anos.

Inicialmente, o filme fora concebido para contar a história do pai do diretor (Camilo Tavares), o jornalista Flávio Tavares, um dos 15 presos políticos soltos (e banidos do país) em troca do embaixador americano, Charles Burke Elbrick, sequestrado em 1969. Porém, ao ter notícia da existência de um fabuloso acervo documental sobre a deposição do presidente João Goulart que os Estados Unidos vêm franqueando ao público desde os anos 1970, Camilo mudou seus planos e decidiu abordar a participação do governo norte-americano na conspiração que resultou em uma ditadura de 21 anos (1964 a 1985) no Brasil.

O diretor se beneficiou de três volumosos pacotes de documentos, incluindo material da CIA, com divulgação autorizada pelo governo dos Estados Unidos; gravações sonoras originais da Casa Branca, algumas delas com a voz dos presidentes à época; papéis e áudios difundidos em 2004 pela organização não governamental The National Security Archive; arquivos de emissoras de televisão dos Estados Unidos e outras informações em bibliotecas que conservam a memória dos presidentes John Kennedy (1961-1963) e Lyndon Johnson (1963-1969). Mais informações abaixo.

Neste domingo (23.mar) às 19h no Balaio Café. Nos vemos lá, é só chegar, inté!

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O Dia que Durou 21 Anos
Brasil, 2013, 77 min
Direção: Camilo Tavares
Roteiro: Camilo Tavares / Flávio Tavares

Sinopse: Documentário sobre a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, desde 1962, do golpe de estado de 1964, no Brasil. Utilizando documentos secretos da CIA e áudios originais da Casa Branca, o filme mostra como presidentes norte-americanos articularam o plano civil-militar para derrubar o presidente João Goulart. Nos 21 anos seguintes (1964-1985), o governo violou os direitos civis e instalou um regime ditatorial, com graves consequências para toda a América Latina. O filme tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação, 15 presos políticos são soltos e posteriormente banidos do país. Um deles, o jornalista Flávio Tavares, 27 meses depois de se radicar na Cidade do México, seria pai de Camilo, o cineasta cujo nome é uma homenagem ao padre católico e guerrilheiro colombiano Camilo Torres, morto em 1966.

sábado, 15 de março de 2014

Jiló começa, a partir deste domingo, o ciclo pra lembrarmos os 50 anos do Golpe Civil-Militar que resultou em 21 anos de Ditadura no Brasil.

O documentário Cidadão Boilesen trata sobre o empresário dinamarquês radicado no Brasil Henning Boilesen que ajudou financeiramente o regime militar no Brasil. Muito influente na indústria brasileira na época da ditadura, foi um dos fundadores do CIEE - Centro de Integração Empresa Escola, presidiu a Ultragás e o Rotary, foi também um dos primeiros grandes empresários a financiar o aparato político-militar brasileiro, que torturou e matou em São Paulo, por meio da Operação Bandeirante (OBAN), que viria a ser o embrião do modus operandi dos DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações-Coordenação de Defesa Interna). Mais informações abaixo.

Neste domingo (16.mar) às 19h no Balaio Café. Nos vemos lá, é só chegar, inté!

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Cidadão Boilesen
Brasil, 2009, 92 min.
Direção: Chaim Litewski

Sinopse: "O documentário Cidadão Boilesen consegue escapar da mesmice por abordar uma vertente esquecida da questão. O regime totalitário seria impraticável e insustentável sem a ajuda da elite, que atualmente não apoia militares. Um desses financiadores da ditadura foi a dinamarquês naturalizado brasileiro Henning Boilesen. Um dos maiores méritos do filme é de tratar de um assunto tão sério sem ser entediante e ainda com atrativos sonoros e visuais. Infelizmente sabe-se que essa postura ainda é minoritária, com a infeliz ideia que seriedade não pode ser enfeitada. (Fica o recado para a visualmente hedionda coleção de livros Debates). A pesquisa para o longa foi muito bem realizada, com matérias de jornais, cenas de filmes ficcionais sobre o assunto e até o contato com documentos confidenciais. As fotos de arquivo ganham animação, mas acabam ficando um tanto repetitivas mais para o final. No lado auditivo, a trilha musical animada não deixa a peteca cair. Outra característica importante de Cidadão Bolesen é dar voz aos vários lados da questão, com pontos de vista muitas vezes conflitantes entre os depoimentos. O filho de Henning, revolucionários esquerdistas da época, políticos atuais e até militares reformados contam suas histórias. Esse documentário é uma obra ímpar, que não deixa que a memória de nossa História seja deteriorada." (http://cinepop.virgula.uol.com.br/criticas/cidadaoboilesen_101.htm)