sábado, 17 de agosto de 2013

Neste domingo o Jiló vem com mais um grande filme. "Nós que aqui estamos por vós esperamos" é um filme-memória, com direção e roteiro de Marcelo Masagão, sobre o século XX, a partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes personagens que viveram neste século. O filme retrata uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural.

Leitura cinematográfica da obra Era dos Extremos, do historiador britânico Eric Hobsbawm, a produção mostra, através da montagem das imagens produzidas no século XX e da música composta por Wim Mertens, o período de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas. Noventa e cinco por cento das imagens são de arquivo: Filmes antigos, fotos e reportagens de TV. O filme não tem um locutor e nem depoimentos orais dos personagens envolvidos. A sonorização é toda realizada com música, efeitos sonoros e silêncios.

Foi premiado no Festival de Gramado em 2000 por sua montagem e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem. Sua produção custou cerca de 140 mil reais, sendo 80 mil direcionados somente para o pagamento de direitos autorais de imagens e fragmentos de vídeos.

Como sempre, aos domingos 19h no Balaio Café (201 N), é de grátis, esperamos todos amanhã, inté!

Equipe Jiló na Guela
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Documentário ficcional, Brasil, 1999.

Pesquisa, roteiro, edição, produção e direção
Marcelo Masagão

Música - Wim Mertens
Efeitos Sonoros - André Abujamra

Consultores de História
José Eduardo Valadares e Nicolau Sevcenko

Consultoras de Psicanálise
Andrea Meneses Masagão e Heidi Tabacov

Consultores Espirituais
Dr. Sigmund Freud e Dr. Eric J. Hobsbawn

Consultoria de Informática e Computação Gráfica
Mauricio Mendes

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=mOJYZSdmv8o

sábado, 3 de agosto de 2013

Galera, O Jiló vem quente mais uma vez amanhã, dia 4 (o convite anexo está para o dia 3, mas ESTÁ ERRADO)! Desta vez discutindo cyberfeminismo com o filme "Lelacoders". As sessões seguem aos domingos às 18:30 no Balaio Café (201 N). Até mais!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ciclo "Remixagens" - 1. Bodysong - 07/07/13





Prezados Jilozeiros,

Neste mês de julho, passaremos quatro filmes que dialogam com a (re)utilização de material artístico pré-existente (no caso, imagens e som), às vezes chamada de “remixagem”. 

O primeiro da série, para este próximo domingo 07/07, é Bodysong, filme sem diálogos de 2003 do artista plástico/cineasta britânico Simon Pummel - uma espécie de quebra-cabeça cinematográfico montado a partir de centenas de imagens de arquivo extraídas de cinematecas do mundo inteiro e dos últimos 100 anos.

As imagens foram selecionadas e remontadas numa sequência que segue os principais momentos de uma vida humana: nascimento, infância, sexo, religião, guerra, morte, dentre outros. A música que acompanha as imagens é do compositor e guitarrista da banda britânica Radiohead, Jonny Greenwood.

O ciclo temático será composto de dois "documentários" mudos acompanhados por música a partir de material visual pré-existente - Bodysong Tchelovek s kinoapparatom (Um Homem com uma câmera) - intercalados com dois filmes que tratam da questão do direito autoral na era da remixagem e da "sampleagem" - RIP!: A Remix manifesto (RIP!: Um manifesto do Remix), e Good Copy Bad Copy (Cópia boa, cópia ruim) .

Enquanto tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 129, cuja aprovação deverá garantir fiscalização e transparência na atuação do ECAD (entidade responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus autores), o ciclo temático julino do Jiló será também - além das imagens e do som, que falam por si só – uma boa oportunidade para debatermos sobre a relação entre propriedade intelectual e as artes.

Também haverá música antes (gravada) e depois (tocada ao vivo) do filme, que será transmitido ao ar livre, em frente aoBalaio Café (201 Norte):

17h: DJ Set de Tekokatu Enitan
19h: Bodysong
21h: Show do trio Alguidá.

Saudações!
Jiló na Guela

sábado, 29 de junho de 2013

Pessoal,

Devido à final da Copa das Confederações às 19h neste domingo, não teremos sessão do Cineclube Jiló na Guela.

Abrimos esta exceção em nome do nosso querido Brasil sil sil...

Bom jogo a todos e até semana que vem! Domingo que vem seguiremos normalmente com a programação. Continuem curtindo, comentando e compartilhando nossas páginas:

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Atenciosamente,

Equipe do Jiló

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pessoal,

Esta semana o Jiló vem mais indiano, mais polêmico e mais social.

O premiado documentário (Oscar melhor doc. em 2005) "Nascidos em Bordéis" mostra a vida das crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. O aparente enriquecimento da Índia deixa de lado os menos favorecidos. Neste contexto, os menos privilegiados são as crianças filhas de prostitutas do bairro mais pobre da cidade. Porém, ainda há esperanças. Os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman procuram essas crianças e munidos de câmeras fotográficas pedem para eles fazerem retratos de tudo que lhes chama a atenção. Os resultados são emocionantes. E enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de se expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança e uma vida melhor a essas crianças, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos.

Uma curiosidade: a partir da experiência, os diretores do documentário criaram a fundação Kids with Câmeras (Crianças com Câmeras), uma organização que ensina a arte da fotografia para crianças marginalizadas ao redor do mundo. http://www.kids-with-cameras.org/

Diretor: Zana Briski / Ross Kauffman
Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento: 2004
País de Origem: Índia / EUA
Idioma do Áudio: Bengali / English

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=E6xxSZzlCBI

Neste domingo às 19h01 no Balaio Café (201 N)

Namastê!

Equipe Jiló na Guela

Curtam, comentem e compartilhem:
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sábado, 1 de junho de 2013

Car@s amig@s,

Neste próximo domingo (2.jun.2013), fechamos o nosso ciclo sobre Festivais musicais, com o mítico "Phono 73", sobre o festival do mesmo nome realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, entre 11 e 13 de maio de 1973, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da dita MPB e resolveu reuni-los em um grande evento de marketing - embora a palavra
não fosse usual à época - que também tinha um inevitável viés político, já que se vivia o período mais repressivo da ditadura militar.

"Os militares achavam que a gravadora estava cheia de comunistas e os artistas nos viam como direitistas. Na verdade, o que nós queríamos era gravar boa música brasileira", diz Armando Pittigliani, então diretor do departamento de serviços criativos (marketing no jargão de hoje) da Phonogram e diretor-geral do Phono 73.

Há inclusive cena antológica de censura ao vivo da música Cálice com Chico e Gil: http://www.youtube.com/watch?v=BwydgVHTvqE

Completam a programação 2 curtas imperdíveis sobre os gênios Nelson Cavaquinho e Pixinguinha.

A gente se vê, como sempre no Balaio (201 Norte), às 19h.

Saudações cineclubistas,

Equipe Jiló na Guela

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ciclo Festivais de Música - Especial Dia da África! - 4. "Soul Power" - 26/05/13



Amigos Jilozeiros,

Neste fim de semana, em que comemoramos o Dia da África - 25 de maio, data da criação da Organização da Unidade Africana, hoje União Africana (UA) em 1963, há exatamente 50 anos atrás - teremos uma sessão especial Pan-Africana, em que poderão testemunhar vários dos maiores nomes da música afro-americana (James Brown, B.B. King, Bill Withers, etc.), caribenha (Celia Cruz, Johnny Pacheco), e do próprio continente africano (Miriam Makeba, Tabu Ley), tocando num só festival organizado em 1974, em Kinshasa, capital do então Zaire (hoje República Democrática do Congo).

O filme deste próximo domingo (26/05), "Soul Power", lançado em 2008, dirigido por Jeffrey Levy-Hinte, é a história desse encontro de músicos com as suas raízes, num festival de três dias organizado conjuntamente com a luta de boxe histórica de Muhammad Ali e George Foreman em solo africano (luta que foi retratada em outro grande documentário - "Quando eramos reis", de Leon Gast, vencedor do Oscar de melhor documentário de 1996).

Além de ser impossível não rebolar aos ritmos dos JBs e da Orquestra Fania All-Stars, as filmagens dos bastidores do festival revelam vários depoimentos fascinantes de ícones da "black music" norte-americana, ao serem confrontados com as suas próprias origens.

Para esta sessão especial, o filme será projetado ao ar livre, do lado de fora do Balaio Café (201 Norte), a partir das 18h30, abrindo várias atrações com música ao vivo e DJs.

Não percam! O Jiló espera por vocês nessa noite de comemoração de 50 anos de Pan-Africanismo!

Abraços,

Jiló na Guela
http://www.youtube.com/watch?v=8Op